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domingo, 12 de agosto de 2012

Chuva de estrelas: esta noite, olhe para o céu





Chamam-lhe chuva de estrelas. É um fenómeno cíclico, que terá o momento mais visível do ano na noite deste domingo, 12 de agosto. Alguns conselhos para quem quiser tentar aproveitar o momento: esta noite afaste-se da luz, vá para um lugar escuro, deite-se a olhar para o céu e espere. Elas andam ali.

Na verdade não são estrelas, são meteoros. João Retrê, do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL), explica: «Chamam-lhe chuva de estrelas porque os antigos olhavam para aqueles rastos e parecia que as estrelas estavam a cair. Mas o fenómeno que dá origem a isto são os meteoróides, pequenas rochas que estão no espaço e, ao entrarem na atmosfera, devido ao atrito que sofrem, aquecem e entram em combustão. Essa combustão emite a luz que nós vemos, que é o rasto. Essa luz chama-se meteoro.» Já agora, para completar a informação, fique a saber também que temos um meteorito «se o meoteoróide for grande o suficiente para resistir à combustão e chegar à superfície da terra». E, como já deu para perceber, quando falamos de estrelas cadentes falamos igualmente de meteoros.

Esta «chuva», que acontece de 17 de julho a 24 de agosto e tem a 12 de agosto o dia máximo de atividade, é também conhecida por Perseidas, porque os meteoros são mais visíveis na constelação de Perseus. «Esta chuva de meteros em especial é causada pelo cometa Swift Tuttle. O cometa na sua órbita em torno do Sol vai deixando um rasto. A Terra acaba por cruzar a órbita do cometa e apanhar com esses meteoróides. Daí esta chuva de meteoros», explica ainda João Retrê, em declarações ao tvi24.pt.

A Perseidas é mesmo das que tem maior intensidade. Calcula-se que o número de meteoros que caem seja de «110 por hora, em média». «Conseguiríamos observar em média 100 por hora numa zona escura, longe das cidades», estima João Retrê, que no entanto alerta para o risco do excesso de expectativas: «É observável, pode é não ser tanto como as pessoas esperam. Uma pessoa só não consegue olhar ao mesmo tempo para todo o céu. Se forem visíveis em simultâneo três, quatro, conseguiremos apanhar um ou dois. Até pode não se ver nenhum, como se pode ver mais.»

Para melhorar as hipóteses de sucesso, algumas dicas. Antes de mais procurar uma zona longe das cidades, onde haja pouca luz a competir com a luminosidade dos meteoros. Depois, observar a olho nu, não ajuda recorrer a um qualquer aparelho: «Abrange maior campo de visão, a olho nu apanhamos mais área.» Pela mesma ordem de ideias, fotografar o momento é um desafio ainda maior.

À partida as condições este ano são favoráveis, a começar pelo facto de não estar Lua cheia, que ilumina mais o céu e portanto perturba a observação. Depois, resta esperar que o céu não esteja nublado. E preparar-se para uma noite diferente.

«Não deixa de ser um programa fantástico, se a noite estiver agradável e a frequência for boa, é um espectáculo muito bonito», diz João Retrê. Mesmo que as estrelas joguem às escondidas consigo, o mais que lhe terá acontecido foi passar uma noite de Verão ao ar livre. Há coisas piores

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