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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

«Fim do mundo» é já na sexta-feira

Encontrado túmulo de um possível príncipe Maia no México


As comunidades maias do México, Belize, Guatemala, Honduras e El Salvador preparam-se para celebrar, a 21 de dezembro, sexta-feira, o início de um novo ciclo do calendário da civilização pré-colombiana.

Nesse mesmo dia, termina o ciclo maia «13 Baak t¿un», que começou há 5.125 anos, e começa outro.

De acordo com os especialistas, os maias não faziam uma contagem linear do tempo, mas circular, o que significa que um novo ciclo começa no ponto em que termina o anterior.

A festa das comunidades maias começou a 12 de dezembro e prolonga-se até ao dia em o calendário termina.

À medida que turistas de todo o mundo invadem a chamada «Riviera Maia» no México e estâncias balneares na Guatemala, os peritos estão atarefados na «desmontagem» do mito do fim do mundo.

A profecia apocalíptica que inspirou escritores e cineastas nunca aparece referida na «pedra-calendário», alta e em forma de tê, esculpida pelos maias cerca do ano 669 no sudeste do México.

Na realidade, a pedra conta a vida e batalhas de um governante da época, de acordo com os especialistas.

«Os maias tinham uma noção circular do tempo. Não estavam preocupados com o fim do mundo», explicou o arqueólogo mexicano Jose Romero.

A pedra, conhecida como «monumento seis», encontrava-se em El Tortuguero, local arqueológico descoberto em 1915.

Dividida em seis pedaços, os diferentes fragmentos estão expostos em museus mexicanos e norte-americanos, incluindo o Museu de Antropologia Carlos Pellicer Camara, no estado de Tabasco (México) e o Metropolitan Museu de Nova Iorque.

O primeiro estudo sobre a pedra foi publicado por um investigador alemão em 1978.

Desde aí, vários arqueólogos estudaram o seu significado e concordaram que se refere à data de 23 de dezembro.

«O tema dominante do monumento seis não é a data, não são as profecias ou o fim do mundo. Trata-se da história de Bahlam Ajaw [então governante]», afirmou Romero.

A data final representa o fim de um ciclo no longo calendário maia, que começou no ano 3114 antes de Cristo.

Nesta data completam-se 13 «baak t'uun», uma unidade de tempo equivalente a 144.000 dias.

«Não é o fim do calendário maia, que é infinito. É o início de um novo ciclo, é tudo», observou o historiador mexicano Erick Velasquez.

Embora os maias tenham feito profecias, eles preocupavam-se com acontecimentos mais próximos no tempo e que estavam relacionados com preocupações diárias, como a chuva, a seca ou as colheitas.

A crença de que o calendário anuncia o fim do mundo surge através de interpretações judaico-cristãs, afirmaram os peritos.

Velasquez advertiu contra a atribuição de uma importância desmesurada ao «monumento seis», lembrando que se trata apenas de uma de mais de cinco mil pedras da cultura maia que foram já estudadas.

O planeta Terra ainda tem alguns anos de vida, mesmo aos olhos dos antigos maias: algumas pedras referem-se ao ano 7000.

A civilização maia, localizada no norte da América Central, conheceu o apogeu entre 250 e 900 d.C. (depois de Cristo), e foi perdendo importância até 1200, desaparecendo quase completamente após a conquista espanhola.

Perante o «anúncio» do fim do mundo, ampliado na Internet como um cataclismo que vai engolir o mundo, uma verdadeira indústria surgiu para satisfazer a procura.

O norte-americano José Arguelles, um visionário New Age, afirma que «maias galáticos viriam das estrelas para salvar 144.000 terráqueos evoluídos, a bordo das suas naves».

Várias seitas nos Estados Unidos, Rússia, Espanha, França ou Itália preparam o apocalipse, com conjuntos de sobrevivência ou lugares em «bunkers», a preços exorbitantes.

A dimensão do fenómeno 2012 é tal que a NASA desenvolveu um sítio para comentar rumores e receios partilhados pelos internautas.
 

Fim do mundo, o melhor negócio de sempre?


Um empresário chinês recebeu mais de 20 encomendas para uma «arca de Noé» para sobreviver ao «fim do mundo», que custa cinco milhões de yuans (800.000 dólares).

 
Em tempos de crise mundial, vale tudo ou pelo menos quase tudo para ter mais algum dinheiro no bolso. O fim do mundo, que "está a chegar", parece ser só mais um motivo para gerar negócios. Banquetes, concertos, sorteios, exposições ou descontos de última hora, tudo vale para atrair a população mundial para o que muitos querem fazer acreditar: o seu fim.

A profecia Maia é a «teoria mãe» que serve de base a fonte de negócios. A inscrição gravada pela antiga civilização numa pedra (El Tortuguero), por volta de 670, dá conta do fim do calendário maia, para alguns a 21 dezembro 2012, para outros a 23 de dezembro de 2012. O fim do calendário representa para muitos cientistas apenas o fim de um ciclo, mas para muitos outros a interpretação é só uma: o fim dos tempos.

As sucessivas explicações científicas e até o desmentido oficial da NASA não parecem por travão a romaria de milhões de turistas que viajaram ao ao sudeste do México e a outros lugares da América Central onde se encontram os centros cerimoniais dos maias.

Segundo relata o correspondente da BBC, até o governo mexicano aproveitou a «onda» para ganhar mais uns pesos mexicanos e há vários meses lançou uma intensa campanha de promoção na Europa e nos Estados Unidos chamada «Mundo Maia». A iniciativa foi um sucesso e superou as espetativas, admitiu o Executivo.

Apesar do terror que causa em algumas pessoas, a probabilidade do mundo acabar algures na próxima semana é, para a ciência, nenhuma. Talvez seja essa certeza que dê o mote para os sucessivos eventos a que muitos não hesitaram em pagar para aderir.

É o caso da Ceia do Fim do Mundo. O banquete de nove pratos preparados por estrelas internacionais da cozinha vai ocorrer no Estado de Yucatán, no sudeste do México, em Mérida. Caso o mundo acabe, os que aceitaram pagar 300 euros pelo último jantar vão certamente partir com a gula satisfeita.

Mas para quem não é dado a extravagâncias e é mais dado a poupanças, o fim do mundo também lhe permite ter algumas promoções. Segundo a BBC, a Renault mexicana está a oferecer um ano de seguro e crédito sem juros para um dos seus modelos. A publicidade não podia ser mais evidente. Uma personagem maia surge é diz: «Confie em mim. Eu sei».

A tentação de aderir ao negócio do fim do mundo fez cair em pecado até a Lotaria Nacional. Com uma edição especial, o sorteio Profecia Maia deixa à sorte o destino de meio milhão de euros. A data do sorteio é, curiosamente, 30 de dezembro, uma semana depois do alegado fim do mundo. Um sinal de que lucrar com o rumor não significa que se acredite nele.

Há ainda outros negócios apoiados na ideia do fim do mundo. Em Tapachula, cidade no Estado de Chiapas, na fronteira com a Guatemala, foram organizados uma série de encontros religiosos para explicar a ligação da Bíblia com as profecias maias.

Também foram feitas este ano, no México, várias exibições de cinema e exposições sobre a civilização maia. Houve ainda edições especiais de revistas, edições de livros, concursos de escultura, obras de teatro e concertos musicais.

Mas até agora, o negócio mais importante é mesmo o turismo internacional. Segundo informa a BBC, o objetivo inicial da campanha do governo mexicano era receber 52 milhões de turistas em 18 meses nas regiões de influência maia, mas até agora já foram registados 62 milhões e a projeção indica um total de 80 milhões ao final dos 18 meses.

O sucesso da campanha «Mundo Maia» levada a cabo pelo Governo mexicano, e assente num rumor desmentido por todas as entidades oficiais, incluindo as mexicanas, já levantou um coro de críticas. Nada que impeça os pesos de entrar nos cofres mexicanos.

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