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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Vencedores do prémio Sakharov impedidos de sair do Irão



O Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento foi criado em 1988 em homenagem ao físico soviético e dissidente político Andrei Sakharov para distinguir indivíduos ou organizações que tenham uma contribuição importante para a luta pelos direitos humanos.
 
 
Imagem: EPA


Jafar Panahi e Nasrin Sotoudeh, dois ativistas iranianos, elegeram cinco representantes para receberem das mãos do Presidente do Parlamento Europeu o prémio Sakharov 2012 que os distinguiu este ano na luta pela liberdade de expressão e direitos humanos.
 
 
Nasrin Sotoudeh permanece detida na prisão de Evin, em Teerão, num estado de saúde considerado debilitado devido à greve de fome de sete semanas que terminou no início de dezembro quando a proibição da filha de viajar foi levantada pelo regime de Mahmoud Ahmadinejad.
 
 
Jafar Panahi também já esteve preso mas neste momento aguarda a execução de uma pena de seis anos de prisão, depois da condenação de um tribunal iraniano por “atividades contra a segurança nacional”. O cineasta está proibido de sair do país e de realizar filmes durante 20 anos.
 
 
Os dois laureados com o Prémio Sakharov - que inclui um valor monetário de 50.000 euros - impossibilitados de sair do Irão, elegeram cinco representantes para receberem na quarta-feira no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França, o galardão das mãos do presidente da instituição, o alemão social-democrata Martin Schultz.
 
 
Shirin Ebadi, Nobel da Paz em 2003, Karim Lahidji, fundador da Associação Iraniana de Juristas e da Liga Iraniana para a Defesa dos Direitos Humanos, Solmaz Panahi, filha do realizador, Costa-Gavras, realizador e presidente da Cinemateca Francesa, e Serge Toubiana, diretor-geral da mesma instituição, vão receber em França o prémio em nome dos dois laureados.
 
 
Percursos interrompidos pela Justiça iraniana
 
 
Nasrin Sotoudeh, advogada, mãe de dois filhos e defensora dos direitos humanos está presa pela Justiça iraniana desde setembro de 2010, em regimento de isolamento, sob acusação de espalhar propaganda e conspirar para prejudicar a segurança do estado.
 
 
A dissidente, nascida em 1963, representou ativistas da oposição que foram presos depois das eleições presidenciais no Irão, em junho de 2009, e defendeu crianças condenadas à pena de morte, mulheres e prisioneiros de consciência.
 
 
Jafar Panahi foi o primeiro iraniano a receber um prémio no Festival de Cinema de Cannes, em França. O seu último filme, "Isto não é um Filme", foi transportado clandestinamente do Irão para o Festival de Cannes em 2011 numa pen USB escondida dentro de um bolo.
O Festival de Cannes homenageou-o no mesmo ano e em sinal de protesto a sua cadeira foi deixada simbolicamente vazia no momento da apresentação do júri internacional, para o qual tinha sido convidado.
 
 
Os seus filmes abordam recorrentemente as dificuldades das crianças, dos pobres e das mulheres no Irão.
 
 
Nascido em 1960, o realizador e argumentista iraniano alcançou o reconhecimento internacional com o filme "O Balão Branco", que ganhou o prémio Caméra d'Or, no Festival de Cinema de Cannes, em 1995. Posteriormente Panahi foi também distinguido com o Leão de Ouro de Veneza por “O Círculo” (2000).
 
 
24 anos de prémio Sakharov
 
 
Os outros dois finalistas no prémio foram o ativista político bielorusso Ales Bialiatski, vice-presidente da Federação Internacional dos Direitos Humanos, e as cantoras russas Pussy Riot, duas delas a cumprir pena na Rússia.
 
 
O Prémio Sakharov, atribuído desde 1988, já distinguiu personalidades como Nelson Mandela, Xanana Gusmão, Aung San Suu Kyi, o bispo angolano Zacarias Kamuenho ou a associação Repórteres Sem Fronteiras.
 
 
O ano passado o prémio foi atribuído a Asmaa Mahfouz (Egipto), Ahmed al-Zubair Ahmed al-Sanusi (Líbia), Razan Zaitouneh (Síria), Ali Farzat (Síria) e, a título póstumo, Mohamed Bouazizi (Tunísia) pelo trabalho desenvolvido enquanto ativistas durante a Primavera Árabe.

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