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quarta-feira, 13 de março de 2013

Os conclaves mais longos e mais curtos da história



O processo mais demorado estendeu-se por três anos, numa eleição que precedeu aquele que é considerado o primeiro conclave oficial. Um dos mais céleres de sempre foi rápido porque uma multidão se encontrava às portas da Basílica de São Pedro a exigir que um italiano fosse eleito.
 
Nem sempre as eleições de Papas são simples. O processo mais complexo decorreu após a morte de Clemente IV, em 1268, mas um sucessor só foi escolhido em 1271. O colégio eleitoral de então era composto por apenas 20 cardeais, três dos quais morreram durante o processo, com outro a resignar.

A eleição decorreu em Viterbo e para a história ficaram as pressões por parte da população local para apressar a escolha. Dois anos depois do início da eleição, e por decisão dos magistrados da cidade, o alimento foi reduzido a pão e água, as portas foram encerradas e, segundo reza a lenda, acabou-se mesmo por retirar o telhado ao palácio.

Por fim, os 16 cardeais restantes acabaram por eleger Gregório X. Depois da experiência por que tinha passado, não admira portanto que Gregório tenha tomado a decisão de formular regras para as eleições seguintes, dando origem em 1276 ao que hoje conhecemos como "conclaves".

Desde essa altura houve conclaves que também demoraram vários meses. Dois dos mais longos foram seguidos, o de 1774, que se seguiu à morte de Clemente XIV e elegeu Pio VI, e o que se seguiu à morte deste, em 1799.

O Conclave de 1774 durou 133 dias e terminou apenas em Fevereiro de 1775. O processo foi dominado pela questão dos jesuítas, que tinham sido suprimidos em vários reinos europeus durante o pontificado de Clemente XIV. As facções pró e anti jesuítas digladiaram-se e a influência de poderes externos, nomeadamente os reinos europeus que reivindicavam o direito ao veto, também se fez notar.

O eleito foi Giovanni Angelo Braschi, apesar de Portugal e Espanha o considerarem demasiado próximo dos jesuítas. A eleição foi demorada, mas acabou por ser unânime. Braschi, que tomou o nome Pio VI, recebeu todos os votos menos o próprio.

A eleição seguinte deu-se em 1799 e demorou quase tanto tempo como a anterior: 105 dias. Este conclave decorreu num contexto muito complexo para a Igreja e para a Europa, seguindo-se à ocupação dos Estados Pontifícios, o que levou à escolha de Veneza para se concretizar o Conclave.

Os cardeais tinham de escolher alguém capaz de enfrentar todos estes desafios, mas não foi um processo fácil. Após meses de deliberação, a escolha acabou por recair sobre Barnaba Luigi Count Chiaramonti, que assumiu o nome Pio VII. Uma vez que os tesouros pontifícios estavam em Roma, as mulheres nobres de Veneza fizeram uma réplica da Tiara Papal em papel machê e decoraram-na com as suas próprias jóias.

Hordas e cismas

 

Nem sempre os conclaves curtos foram, porém, pacíficos e calmos. Um dos mais céleres de sempre, realizado em 1378, foi rápido precisamente porque uma multidão se encontrava às portas da Basílica de São Pedro a exigir que os cardeais elegessem novamente um italiano, depois de sete Papas terem residido em Avignon, França.

Apesar de a maioria dos cardeais serem franceses, na altura sucumbiram à pressão dos romanos e elegeram Bartolommeo Prignano em pouco mais de um dia, que tomou o nome Urbano VI. As repercussões foram, porém, complexas. Alegando que tinham sido constrangidos, vários dos cardeais franceses voltaram a encontrar-se meses mais tarde e elegeram outro Papa, criando o cisma de Avignon.

O conclave mais curto de todos foi o de 1503, que durou apenas 10 horas. Realizou-se após a morte de Pio III, que reinou apenas um mês. O colégio eleitoral reuniu-se então pela segunda vez no espaço de semanas e, conhecendo-se já muito bem, concluiu rapidamente pela eleição de Giuliano della Rovere, que ficou conhecido como Júlio II.

Mais de quatro séculos depois realizou-se o mais curto conclave do século XX. Em 1939, com a Europa às portas da II Guerra Mundial, morria Pio XI. Os cardeais eleitores reuniram-se a 1 de Março e após apenas três escrutínios concluíram pela eleição de Eugenio Pacelli, que num claro sinal de continuidade escolheu o nome Pio XII.

Em Abril de 2005, quando foi eleito Bento XVI, o conclave também foi extraordinariamente curto, sendo necessários apenas quatro escrutínios para chegar aos dois terços requeridos para eleger um Sumo Pontífice.

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