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sábado, 6 de abril de 2013

UMA HISTÓRIA DA VOLKSWAGEN - 4.ª PARTE

OS RESULTADOS: UM CARRO DE CULTO QUE SE TORNOU O MODELO DE AUTOMÓVEL MAIS VENDIDO NO MUNDO.
 
 
Com a campanha publicitário da primeira metade dos anos 60, a Volkswagen conquistou o mercado americano, tornando-se ao mesmo tempo o carro que representou a contestação da juventude americana ao modelo social dos Estados Unidos. 
 
 
Em 1971, rigorosamente no dia 27 de Agosto, o número de veículos exportados para os Estados Unidos chegou aos 5 milhões.
 
 
No ano seguinte, em 17 de Fevereiro de 1972, o número de carochas produzidos a nível mundial chegou ao número 15.007.034, tornando-o o carro mais vendido de sempre, ultrapassando assim o Ford T  produzido de 1908 a 1927.
 
 
A Volkswagen, privatizada parcialmente em Agosto de 1960 tornou-se nos anos seguintes o mais importante construtor europeu de automóveis, começando a criar um grupo que é actualmente um dos maiores do mundo em termos de carros vendidos, com um número superior a mais de 5.000.000 vendidos em 2001 e uma quota de mercado mundial de mais de 12%, mas que é de 19% na Europa ocidental, de 10% nos Estados Unidos e de 53% na China !
 
 
A criação do grupo tinha começado em 1965, com a compra da «Auto Union» à Daimler-Benz, o que permitia à Volkswagen entrar num segmento de mercado superior. A NSU será integrada nesta companhia em 1969, que se tornará a «Audi AG» em 1985. Para além dos automóveis o grupo entra no mercado de aluguer com a compra da «Selbstfahrer-Union» em 1970 que se transformará na «interRent», e que se tornará a «EuropCar» em 1988.
 
 
O sucesso nos anos 60 foi enorme, o Carocha tinha-se tornado, ironicamente, um carro que contestava o modelo económico e social dominante nos Estados Unidos. Um carro criado num regime ditatorial, tentando imitar o sucesso do Ford T, mostrava agora que se devia «Pensar pequeno», pensar nas pessoas.
 
 
A Volkswagen, desde cedo pensou na substituição do Carocha, tendo introduzido logo em 1961, um modelo de 3 volumes mais clássico, o 1500. Durante a década de 60 e no começo da de 70, nenhum dos modelos lançados pela companhia agradou. O 1600 de 1965, o 411 lançado em 1968,  o Passat introduzido em 1973, o Sirocco de 1974, o Brasília, produzido no Brasil a partir de 1973, não convenceram os compradores.
 
 
Em 1974 o Carocha deixou de ser produzido na fábrica central de Wolfsburg, mas continuando a ser produzido na Bélgica, na fábrica de Emden.
 
 
Foi substituído pelo Golf, apresentado à imprensa em Maio de 1974, introduzindo um novo desenho automóvel, já começado a ser testado em modelos como o Sirocco e o Passat,  que deu origem à classe dos «compacto». O desenho foi muito bem aceite, tendo-se tornado logo o carro mais popular na Alemanha ocidental. Tinha demorado bastante tempo a encontrar o substituto, mas ajudado pela crise do petróleo de 1973-1974, a Volkswagen tinha acabado por encontrar o carro que lhe asseguraria o futuro. E em Janeiro de 1975 o Golf foi apresentado no mais importante mercado para a Volkswagen, o dos Estados Unidos da América, ano em que apareceram o Golf GTI e o Polo, modelo mais pequeno do que o Golf. Em 1978 o Carocha deixou de ser produzido na Europa, mantendo-se somente em produção na fábrica do México, tendo o último Carocha original sido vendido nos EUA em 1979.
 
 
Mas a Volkswagen, que tinha tentado afastar-se da imagem do carro com preocupações ecológicas, não conseguiu fazer esquecer o Carocha, e em 5 de Janeiro de 1994 apresentou o «Concept 1» na feira automóvel de Detroit. O veículo desenvolvido pelo centro de design da empresa de Simi Valley, na Califórnia, lembrava o primeiro Volkswagen devido às suas formas arredondadas. O protótipo foi muito bem aceite, e rigorosamente quatro anos depois o «New Beetle» (o Novo Carocha) foi lançado oficialmente nos Estados Unidos, recebendo nesse mesmo ano a medalha de ouro da Sociedade de Desenhadores Industriais da América (IDEA - Industrial Designers Society of America). 
 
 
O carro, vendido fundamentalmente nos Estados Unidos e Canadá nos primeiros anos, foi direccionado para um estrato sócio-económico alto, pertencente à geração nascida no pós-guerra - logo com idades compreendidas entre os 40 e os 50 -, nostálgico do antigo Carocha. Mas tinha também outro objectivo, posicionar o Grupo VW como uma alternativa mais barata aos BMW e aos Mercedes-Benz, fazendo com que a empresa pudesse competir em todos as classes de veículos e em todos os mercados.

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